Ola pessoal aqui quem fala é o aluo João da UFRPE unidade acadêmica de Serra Talhada e venho fala um pouco sobre um assunto importante que é o Tanino na alimentação animal.
As plantas, como qualquer ser vivo, possuem a necessidade de se proteger contra os perigos dos predadores. Como não podem correr ou se esconder e às vezes meios físicos como espinhos nem sempre as protegem de certos herbívoros, elas desenvolveram um mecanismo de defesa passivo, cujo papel é desempenhado por substâncias químicas que atuam de maneira muito eficiente contra fungos e bactérias, além de ações herbicidas. O mecanismo de defesa das plantas está relacionado ao processo de indução de resistência contra patógenos e ataques herbicidas,
os metabolitos primários, por definição, são moléculas encontradas em todas as células vegetais cuja função estrutural é responsável pela síntese de substâncias essenciais para a manutenção da vida, já o metabólitos secundários já foram considerados produtos descartáveis pelas plantas e sem função orgânica importante. No entanto, hoje, reconhece-se sua importância, pois agem como sinalizadores químicos, permitindo à planta interagir com o ambiente, proporcionando ao vegetal defesa ou proteção contra herbívoros ou patógenos ou ainda contra a radiação solar.
O tanino São compostos presentes em uma extensa variedade de vegetais agindo na defesa das plantas, sendo os responsáveis pelo pigmento avermelhado de algumas plantas e frutos e pelo gosto adstringente de alguns alimentos
ele tbem possuem a capacidade de complexar proteínas e outras macromoléculas. Esta complexação tem sido considerada algumas vezes benéfica e outras vezes maléfica, dependendo da concentração de taninos ingerida e da espécie animal, podem apresentar características favoráveis na alimentação animal. Os principais benefícios dos taninos condensados na nutrição animal são a proteção das proteínas da degradação ruminal, o aumento da tolerância dos animais às helmintoses e a prevenção ao timpanismo.
Apesar das características benéficas, a magnitude dos efeitos deletérios, varia com os tipos e concentrações de taninos que a digestibilidade do amido no rúmen diminui com o aumento no nível de taninos. A digestão da fibra também é reduzida pelos taninos condensados na dieta resultando em um menor suprimento de ATP aos microrganismos, retardando seu crescimento e, portanto a síntese de proteína microbiana necessária ao animal.
É sabido, também, que a qualidade e a quantidade de taninos na planta variam em função dos ciclos fenológicos. Em três leguminosas arbóreas nativas do semi-árido do nordeste brasileiro (jurema preta, mororó, e sabiá) pode ser observado que as concentrações de taninos presentes nas suas folhas e ramas variaram quanto à concentração e adstrigência em todas as fases fenológicas.
Os estudos com taninos e seus efeitos na alimentação animal ajudam a esclarecer muitas dúvidas na utilização de alimentos que possuem esses compostos fenólicos, enfatizando seus efeitos benéficos e maléficos de acordo com a espécie animal, tipo e concentração de tanino, e das características das plantas utilizadas na dieta animal. Considerando suas vantagens em relação à nutrição animal e visando uma melhor utilização,
em geral preconiza-se uma concentração de taninos condensados em torno de 2-4% de matéria seca (MS), limite em que não há depressão do consumo e digestibilidade, havendo ao mesmo tempo, um aumento da quantidade de proteínas não degradadas no intestino delgado, melhorando, desta forma, a utilização de aminoácidos essenciais
BOM PESSOAL vamos ficando por qui e fiquem ligados nos próximos podcast, obrigado.