As primeiras perseguições aos cristãos ocorreram logo nos anos iniciais da Igreja Primitiva, na era apostólica. Naquele tempo, a perseguição aos cristãos era promovida pelos judeus. Os líderes judaicos faziam de tudo para barrar o crescimento do Cristianismo.
Após o acontecimento no dia de Pentecostes, tão logo os apóstolos Pedro e João foram levados ao Sinédrio (Atos 4:1-22). Também foi durante a perseguição empreendida pelos judeus contra os cristãos, que o diácono Estêvão e o apóstolo Tiago foram mortos.
Nesse período, Paulo de Tarso também serviu como um agente da perseguição contra os crentes. Fariseu fervoroso, Paulo perseguiu implacavelmente os cristãos até o dia que teve um encontro com Cristo que o transformou de perseguidor a perseguido (Atos 9).
As perseguições iniciais trouxeram dificuldades aos cristãos. Muitos crentes tiveram que ser espalhados, e prisões e interrogatórios eram comuns na vida dos líderes da Igreja naquele tempo.
Mas mesmo assim ainda havia uma relativa paz, no sentido de que não havia uma perseguição oficial contra os cristãos. Isso porque o Império Romano não considerava os cristãos uma ameaçava. Na verdade, os romanos enxergavam o Cristianismo apenas como uma seita do Judaísmo.
Então embora fossem difíceis e tenham produzido seus mártires, as perseguições durante os primeiros anos da Igreja Cristã eram mais pontuais, sendo geralmente arquitetadas por judeus ou por residentes de certas localidades que se sentiam perturbados com a chegada do Evangelho — como às vezes ocorria durante as viagens missionárias de Paulo.