Assim como temos o nosso canabinoide endógeno, existem diversos canabinoides. E esse é um dos grandes desafios em relação à cannabis: porque existe sempre a dúvida, "se a cannabis possui efeitos benéficos, porque não podemos usar a planta in natura, a folha realmente?".
A maconha em si tem mais de 190 substâncias que compõem a folha, a planta. E dessas, estamos falando mais especificamente de uma, que é o canabidiol, mas entre estas diversas substâncias, há uma outra que é muito conhecida: o THC (tetra hidro canabidiol). Esta substância é o motivo para que nem todos que "fumam maconha" tenham os mesmos efeitos neurológicos. Isso acontece porque existe uma variação na composição da maconha, já que existem diversas espécies da planta e combinações diferentes de substâncias em cada uma dessas espécies.
O canabidiol é a "parte boa" da maconha, que eleva um pouco o apetite, que pode acalmar, que tem os efeitos neurológicos.
E o THC é a "parte ruim" da maconha, por assim dizer. É a parte que dá as alucinações, as náuseas, o mal estar.
Mas aqui estamos falando de apenas 2 das substâncias presentes na maconha.
Algumas espécies de maconha têm um índice alto de canabidiol (essas seriam excelentes para a Medicina, pois possuem mais do efeito que estamos buscando). Mas também existem outras espécies de maconha que possuem um THC mais elevado.
O que estamos estudando mais profundamente hoje é a combinação de substâncias presentes na planta. Por exemplo, uma espécie boa de cannabis, para a Medicina, tem em torno de 40% de canabidiol. E o restante são outros componentes. E pra se ter uma ideia, se a planta possui apenas 0,2 % de THC, já é suficiente para desenvolver efeitos colaterais ruins.
Aumente seus conhecimentos sobre o canabidiol, lendo nossos artigos: