Somos a sociedade do conhecimento. Nunca, na vida, tivemos acesso a tanto conhecimento.
Mas isso realmente é uma vantagem? Depende.
O conhecimento sempre vem de uma experiência, que sempre está no passado. Quando nos apegamos a uma experiência, nos apegamos ao passado.
Você teve uma experiência maravilhosa ontem a noite (ou, mesmo, algo extremamente ruim). Você pode, no próximo momento esquecê-la e seguir em frente, ou, a mente pode interferir, e aí começa o problema do conhecimento.
Sua mente pensa naquilo que aconteceu; e ela diz que isso foi muito bom, que quer isso muitas vezes (ou que isso foi injusto e que você precisa fazer algo a respeito).
Pronto: você está preso ao passado.
Você tem uma vida para viver agora, mas o pensamento começa a avaliar, comparar e julgar o que aconteceu ontem à noite. A mente rotula isso que aconteceu. Coloca um rótulo de “alegria, paixão, amor” e ela quer repetir isso (ou, ela rotula isso de inaceitável, intolerável, injusto).
Agora, todo seu pensamento, todas as suas infinitas possibilidades estão presas ao conhecimento do que aconteceu ontem à noite.
Você passa a se desconectar de toda realidade a sua volta. Sua conexão está restrita ao que aconteceu ontem à noite. Mas o que aconteceu ontem à noite não existe mais, é apenas uma memória, um conhecimento em forma de memória.
Agora você vive do conhecimento, que é a memória. E a memória sempre é velha, o conhecimento sempre é velho. E preso na memória, preso no conhecimento, você não consegue mais sentir a vida que acontece agora.
Isso se repete durante anos e você nem percebe. Você vai acumulando memórias, conhecimento, que aos poucos, vai se confundido com você. E você se torna essa memória.
Com o tempo, toda sua vida se torna um movimento de memórias velhas na sua mente. Tudo a sua volta se torna uma memória. E você para de se relacionar com as coisas em si. Todo seu relacionamento é com a memória que você tem das coisas.
E isso, também acontece com o amor. Você deixa de sentir o amor porque ele se tornou um conceito apenas.