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Texto de André, voz de Axel Rogério da Silva

Comunismo é um movimento político com um ideal comunitário que luta pelo fim do Estado, das classes sociais e da propriedade privada. Seus ideais já existiam em Platão que defendia a abolição da propriedade privada e em comunidades cristãs da Idade Média que pregavam a vida em comum, assim as primeiras utopias socialistas do século XVI, cujos principais expoentes – Thomas More e Tommaso Campanella – condenavam a propriedade privada e defendiam que o Estado deveria ser responsável pela produção e distribuição de bens.

O movimento babovista do século XVIII, ademais de alegar que a propriedade privada gerava desigualdades e deveria ser suprimida, contribuiu com características importantes do comunismo: a democracia direta e a liderança da revolução por uma minoria culta.  No século seguinte, em 1820, surge o socialismo utópico – anterior ao comunismo que recebe este nome por conta da Comuna de Paris de 1871 – com a escola sansimonista que ajusta o socialismo à indústria moderna introduzindo a questão classista, com Charles Fourier que estudou as comunidades falanstérios e Robert Owen que idealizou as comunas. Os primeiros representantes desse socialismo foram os cavadores da Revolução Inglesa que cultivaram um terreno público para distribuir a produção aos pobres e alegavam o direito comum aos meios de subsistência e eram contra a propriedade privada.

Com a publicação do Manifesto Comunista em 1848, o socialismo deixa de ser doutrina filosófica, tornando-se movimento político. O comunismo marxista está baseado no conflito entre burguesia e proletariado, planteia que a revolução socialista seguida da "ditadura do proletariado" é inevitável devido às crises do capitalismo e o numeroso proletariado que lutaria contra a burguesia e defende o princípio "de cada um segundo sua capacidade e a cada um segundo sua necessidade" quanto a distribuição da riqueza.