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O martírio de Estêvão (6:1-8:1a). Estêvão é um dos sete designados pelo Espírito Santo para distribuir alimento às mesas. Ele dá também poderoso testemunho a respeito da verdade, e tão zeloso é o seu apoio da fé que seus oponentes, enfurecidos, o fazem comparecer perante o Sinédrio sob a acusação de blasfêmia. Na sua defesa, Estêvão fala primeiro da longanimidade de Deus para com Israel. Daí, com eloqüência destemida, chega ao ponto: 'Homens obstinados, sempre resistis ao Espírito Santo, vós, os que recebestes a Lei, conforme transmitida por anjos, mas não a guardastes.' (7:51-53) Isto é demais para eles! Lançam-se sobre ele, jogam-no fora da cidade e o apedrejam até morrer. Saulo observa com aprovação.

As perseguições, a conversão de Saulo (8:1b-9:30). A perseguição que começa naquele dia contra a Igreja em Jerusalém dispersa pelo país inteiro a todos, exceto aos apóstolos. Filipe vai para Samaria, onde muitos aceitam a palavra de Deus. Pedro e João são enviados de Jerusalém para lá a fim de tais crentes receberem o Espírito Santo "pela imposição das mãos dos apóstolos". (8:18) Um anjo manda então Filipe para o sul, para a estrada Jerusalém-Gaza, onde encontra um eunuco da corte real da Etiópia, que, no seu carro, está lendo o livro de Isaías. Filipe lhe esclarece o significado da profecia e o batiza. No ínterim, Saulo, "respirando ainda ameaça e assassínio contra os discípulos do Senhor", empreende viagem para ir prender os que 'pertencem ao Caminho', em Damasco. Repentinamente, reluz em volta dele uma luz vinda do céu, e ele cai por terra, cego. Uma voz do céu lhe diz: "Eu sou Jesus, a quem tu persegues." Depois de três dias em Damasco, um discípulo de nome Ananias vem prestar-lhe ajuda. Saulo recupera a vista, é batizado e fica cheio do Espírito Santo, de modo que se torna um zeloso e habilitado pregador das boas novas. (9:1, 2, 5) Nessa surpreendente reviravolta de acontecimentos, o perseguidor passa a ser o perseguido e tem de fugir para salvar sua vida, primeiro, de Damasco, depois, de Jerusalém.

As boas novas chegam aos gentios incircuncisos (9:31-12:25). A Igreja então 'entra num período de paz, sendo edificada; e, como anda no temor de Deus e no consolo do Espírito Santo, continua a multiplicar-se'. (9:31) Em Jope, Pedro ressuscita a querida Tabita (Dorcas), e é ali que recebe a chamada para ir a Cesaréia, onde um oficial do exército, chamado Cornélio, o aguarda. Ele prega a Cornélio e aos de sua casa, e eles crêem, sendo derramado sobre eles o Espírito Santo. Discernindo que "Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável", Pedro os batiza - são os primeiros gentios incircuncisos a se converter. Pedro explica mais tarde este novo acontecimento aos irmãos em Jerusalém, em vista do que eles glorificam a Deus. - 10:34, 35. Ao passo que as boas novas continuam a espalhar-se rapidamente, Barnabé e Saulo ensinam um grande número de pessoas em Antioquia, 'e é primeiro em Antioquia que os discípulos, por providência divina, são chamados cristãos'. (11:26) Torna a irromper a perseguição. Herodes Agripa I manda matar à espada a Tiago, irmão de João. Lança também a Pedro na prisão, mas de novo o anjo de Deus o liberta. Que fim lamentável do iníquo Herodes! Por não dar glória a Deus, comido de vermes, morre. Em contrapartida, 'a palavra de Deus continua a crescer e a se espalhar'. - 12:24.