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Hoje vamos falar de crises. Dizem que elas são a desordem. Uma crise de saúde ocorre quando o agressor (seja um vírus ou uma bactéria) ataca o nosso organismo. Pode ser uma pandemia dizimando uma humanidade inteira trazendo pavor e pânico, uma crise de identidade ou uma crise causada pelo caos da nossa saúde mental deixando pessoas sofrendo. Crises afetam conjunturas sociopolíticas problemáticas. Essa falta de equilíbrio entre bens de produção e consumo gera aumento dos preços, greve, desemprego, fome, crise econômica e falência. Crises podem também existir em níveis interpessoais, como desunião em família, guerras, excesso de moralidade, em que há menos humanidade, perigo e egoísmo. Como diz aquela música do Lulu Santos: "Assim caminha a humidade com passos de formiga e sem vontade".

Mas será mesmo que toda crise é ruim? Será que não existe um lado bom diante da crise? Ironicamente, é quando a arte e a literatura mais produziu, quando movimentos artísticos foram criados. Durante as duas guerras mundiais, as ciências medicinais e a saúde evoluíram com transplante de órgãos e anestesia, bens que até hoje ajudam a humanidade. Será que do caos não nascem novos planetas? Será que a crise não seria a larva entrando em duro casulo para se transformar em um lindo inseto alado, como uma borboleta ou uma joaninha? Crises geram dores necessárias para o parto e o nascimento de algo novo. Pode ser ruim ou muito bom. Mas temos certeza que nunca mais seremos os mesmos. Seja como for, quando a realidade não bastar mais, o imaginário entre em cena. A arte e literatura nos levam para o lugar onde a vida já não toca e não basta. Quando a realidade entra em crise, a arte é necessária.

Apresentação e roteiro: Vinícius Luiz e Viviane Franco

Edição: Vinicius Braz

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