Uma das características mais infames de uma religiosidade doentia é a ideia de que Deus pertence a alguns, logo não pode estar com outros.
Assim como em qualquer expressão de fé religiosa os adeptos do judaísmo da época de Jesus, sentiam-se donos de Deus. E isso pode ser constatado na maneira como no geral a religião estava organizada.
Dallas Willard em seu maravilhoso livro A Conspiração Divina afirma “A Lei e os profetas tinham sido distorcidos a fim de autorizar uma ordem social opressora, embora religiosa, que colocava homens fulgurantes - os ricos, os instruídos, os ‘bem nascidos’ , o populares os poderosos e assim por diante - na posse de Deus...”
O que esses religiosos não esperavam é que a proclamação do Reino De Deus na boca de Jesus incluía pessoas comuns na família divina, mais do que isso, Jesus ao ver as multidões e se assentar para ensiná-los (MT 5:1) estava elevando o “status” deles à categoria de povo de Deus. Era o procedimento inverso adotado pelos rabinos de Israel, que escolhiam apenas aqueles que se destacavam no estudo da Torah. Dava-se portanto início a uma revolução na mente e na cultura religiosa judaica do I século, pois em Jesus Deus chama para andar com Ele gente comum e ordinária. Ele não pertence a nenhuma elite, mas é de todo mundo e todo mundo é seu também!
[Joabe Santos]
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