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EBD.PLUS.T.1.Ep.1 – A BIBLIOTECA DE DEUS
• A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana.1 É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens.2 Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo.3 Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus.4 Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina.5 Revela o destino final do mundo e os critérios pelo qual Deus julgará todos os homens.6 A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens.7 Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo (Declaração Doutrinária da CBB)
• A Bíblia fala com autoridade porque é a palavra de Deus. É a suprema regra de fé e prática porque é testemunha fidedigna e inspirada dos atos maravilhosos de Deus através da revelação de si mesmo e da redenção, sendo tudo patenteado na vida, nos ensinamentos e na obra salvadora de Jesus Cristo. As Escrituras revelam a mente de Cristo e ensinam o significado de seu domínio. Na sua singular e una revelação da vontade divina para a humanidade, a Bíblia é a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guia em todas as questões de fé cristã e dever moral. O indivíduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a Bíblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem através de pesquisa e oração, orientando a vida debaixo de sua disciplina e instrução. A Bíblia, como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo é a nossa regra autorizada de fé e prática. (Princípios Batistas - CBB)

• Não é possível compreender a Bíblia como Palavra de Deus sem considerar a sua linguagem humana.
• Há varias formas de classificar os textos Bíblicos:
• Antigo e Novo testamento – Pentateuco; Históricos; Poéticos; Profetas (maiores e menores); Evangelhos; História da Igreja (Atos); Epístolas (Paulinas e Gerais); Revelação.
• Antigo Testamento = TANAK (Torah; Neviin; Ketuviim).
• Estilos literários: sagas, mitos, profecias, oráculos, anais, códigos legais, poéticos, sapienciais (“filosóficos”), testemunhos (evangelhos), cartas, tese e apocalíptico).

• A leitura de um texto é da dimensão da nossa humanidade. Quando lemos um texto sem considerar seu estilo, há um alto risco uma interpretação equivocada. Por exemplo: um oráculo ou profecia precisa de uma contextualização maior do que uma sentença sapiencial direta (provérbios).

• Um dos maiores problemas sobre a inspiração dos textos bíblicos está em definir “onde está a Palavra de Deus no texto escrito?”

• O debate gira em torno da seguinte questão (em linhas gerais): A Palavra de Deus está na literalidade dos textos ou no sentido e aplicação dos princípios encontrados no texto?

• A Autoridade da Bíblia como Palavra de Deus (sua canonização) está fundamentada sobre dois pilares:
 A tradição apostólica: foi o testemunho dos apóstolos e sua tradição que deu legitimidade a manter ou retirar certos textos da canonização.
 O reconhecimento da Igreja: os textos canonizados foram os que já eram usados e reconhecidos pelas principais comunidades.
 Não houve UM CONCÍLIO ou votação que determinasse quais seriam os textos dignos de serem canonizados.
 Mas, houve concílios regionais da igreja que fizeram declarações sobre o cânone (Laodiceia, Hipona, Cartago). No entanto, aqueles concílios regionais não “escolheram” simplesmente livros que por acaso eles gostavam, mas homologaram livros que criam ser documentos fundamentais para a fé cristã;
 Bart Ehrman: “O cânone do Novo Testamento foi ratificado por consenso generalizado e não por proclamação oficial”