“Prefiro ser desprezado por viver uma vida simples, do que ser condenado a viver em permanente simulação”. Foi Sêneca quem disse essa frase, mais cirúrgico seria impossível! Porque é exatamente o que acontece na nossa vida. Com medo do desprezo, do não pertencimento, de não ser aceito ou acolhido por determinadas pessoas ou em determinados grupos, a gente se anula, se mutila, despreza quem é e os sonhos que tem. Optamos por viver uma vida fingida que impressione e agrade para, assim, sermos aceitos, do que viver uma vida simples, embora verdadeira, que não nos permita ser vistos por quem queremos.
Mas o fato é que as simulações nos angustiam e paralisam. Não ser quem somos realmente nos causa uma dor cuja magnitude se torna insuportável quando percebemos o quanto estamos sem prazer na vida, sem gosto pela existência, por estarmos fadados a um fingimento que nunca cessa, um fingimento que impressiona à plateia, mas não cativa ao artista.
Que sua vida simples, sendo a simplicidade um conceito que melhor desenvolvo ao longo do episódio, seja verdadeira e autêntica. E se por causa de tal simplicidade você não puder ser aceito por alguns, abra os seus olhos e veja o tanto de outros simples autênticos que estarão de braços abertos, prontos para receber a sua companhia!
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