Já pensou se, no auge de nossa infância, acabássemos nos recusando a avançar nos anos escolares, mesmo completamente capazes disso, apenas porque não gostaríamos de deixar aquela professora que tanto amamos, aqueles colegas que tanto estimamos ou aquela escola que tanto apreciamos? Alcançaríamos os trinta anos e ficaríamos nos espremendo naquelas pequenas carteiras por não aceitarmos o fluxo da vida.
Pode ter soado um tanto ridículo imaginar um adulto fazendo birra para continuar na escolinha infantil. Mas fazemos isso com a nossa vida quando não aceitamos que ela é impermanente, passageira, quando teimamos em desejar para que tudo seja eterno e, por isso, acabamos estagnados. Fazemos isso quando nos prendemos a ilusões e imaginações e ignoramos o fato de que a vida mudou, o tempo passou, e já não somos mais os mesmos.
O pior é que, estacionados, ainda queremos exigir para que novas paisagens sejam contempladas. Queremos que as coisas andem sem que saiamos do lugar. Porque estamos aprisionados em ideias e conceitos rígidos demais. ignoramos o fato de que, para que coisas novas cheguem, é necessário que deixemos as antigas irem embora. Não quer dizer que tudo o que vier até nós terá que partir. Mas muitas coisas terão uma singela missão e, ao cumprirem-na, perderão o sentido de permanecerem conosco. A impermanência da vida é sobre aquilo que veio para nos ensinar, ensinou e agora precisa ir para que novos aprendizados aconteçam!
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