Você virou o assunto evitado, nas rodinhas de conversas.
Meus amigos não gostam de tu, (alguns deles nunca gostaram) e sempre que
aparece alguém com o mesmo nome, um deles faz cara feia.
É aquela que jamais deve ser nomeada, o Voldemort da esquina.
Que habita entre a Rua do Bom Jesus e a Rua da Moeda.
Que me fez aumentar a paixão pela cidade, que gostava dos bares mais duvidosos,
onde o litrão era gelado e o petisco já estava pronto desde a semana passada.
Cê virou o exemplo de o que não fazer, sabe?
Aquela pessoa que serve de exemplo pra não ser seguida.
Mesmo tendo sido tão intenso, que eu já tentei descrever em outros textos e
nunca consegui chegar a 10% de explicar como que eu me sentia.
Tinha tudo pra ter sido, só que a gente tem que aprender que nossos planos vão
dar errado algumas vezes.
Que talvez a pessoa que a gente acha que é pra sempre, só te prepara pra
receber a de verdade.
Que realmente tem gente passageira na nossa vida, e que essa é sua função: ser
passageira.
E quando entendemos isso, aprendemos mais sobre como lidar com o processo.
É difícil ver alguém indo embora, mas é mais difícil ter que levantar da cama
no dia seguinte, e ainda assim nós fazemos.