Pô Sodré, tava colocando música no carro e sem querer
coloquei no aleatório.
E mano, foi o aleatório mais certeiro da minha vida.
Entre a cautela com o trânsito e o coração gritando, só queria ouvir alguma
coisa confortável.
Vi “aleatório” e apertei. Adivinha o que apareceu?
“Como fui te amar demais, como me entreguei demais”
E eu fiquei viajando nessa letra, tentando responder as perguntas que cê fazia,
sem chorar, e
só me questionava como que eu deixei que passasse, da última vez.
Nunca fui o tipo de pessoa que cura um amor com o outro, pois sempre acreditei
que ao fazer isso, a gente acaba vendo no outro uma espécie de remédio. Remédio
esse que ninguém merece ser.
E quando fica bom, faz o que? Vai embora? Nunca foi do meu feitio fazer isso.
E comecei, muito, a pensar em como fiz das outras vezes.
Como que fiz para parar de doer ou esquecer de vez.
Por que no início depois do fim, parece que nada vai dar certo.
Parece que a gente não sabe mais viver sem aquela pessoa e isso me incomoda muito.
Incomoda porque eu já era eu, antes.
Mas agora não sei mais quem fui.
E quem vou ser?
Como faz pra continuar a partir daqui?