Não é da nossa conta, mas vamos opinar mesmo assim sobre a série do momento, suas polêmicas e o que ela tem de bom.
Adolescência é uma minissérie britânica de quatro episódios, lançada na Netflix em 13 de março de 2025, que se tornou um fenômeno global, liderando o ranking de produções mais assistidas em 71 países, incluindo o Brasil. Criada por Stephen Graham (que também atua como o pai, Eddie Miller) e Jack Thorne, e dirigida por Philip Barantini, a série é um drama psicológico filmado inteiramente em plano-sequência, ou seja, cada episódio é gravado em uma única tomada contínua, sem cortes, potencializando a tensão e o realismo.
A trama acompanha a família Miller, cujo filho de 13 anos, Jamie (Owen Cooper), é preso acusado de assassinar a colega de escola Katie Leonard a facadas. A narrativa explora o impacto devastador dessa acusação na família, na comunidade e no próprio Jamie, enquanto levanta questões sobre as motivações do crime. Embora não seja baseada em um caso real específico, a série é inspirada em incidentes reais de violência juvenil no Reino Unido, como os assassinatos de Ava White, Elianne Andam e Brianna Ghey, e reflete sobre a crescente onda de crimes com facas entre adolescentes.
A série aborda temas profundos, como masculinidade tóxica, misoginia, cyberbullying, radicalização online e a influência de figuras como Andrew Tate e da cultura "incel" e "red pill" nas redes sociais. O foco está nas pressões sociais, familiares e digitais que moldam adolescentes, sem oferecer respostas fáceis, mas promovendo reflexões sobre responsabilidade parental e societal. Cada episódio, com duração de 40 a 60 minutos, mergulha em perspectivas diferentes: a família, a investigação policial, a psicóloga Briony Ariston (Erin Doherty) e o próprio Jamie, destacando o terceiro episódio como um ponto alto por sua intensa sessão psicológica.
O elenco, que combina veteranos como Stephen Graham e Ashley Walters (detetive Luke Bascombe) com o estreante Owen Cooper, é amplamente elogiado, com críticas destacando atuações viscerais, especialmente de Cooper, que captura a complexidade de um adolescente entre vulnerabilidade e raiva. A técnica de plano-sequência, filmada em apenas cinco dias após semanas de ensaios, é considerada revolucionária, intensificando a narrativa e a emoção, embora alguns críticos, como Anita Singh, do The Telegraph, notem que pode parecer um artifício.
Adolescência alcançou 114 milhões de visualizações em seu primeiro mês, tornando-se a terceira série em língua inglesa mais popular da Netflix. Com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, é aclamada como “perfeição televisiva” (The Guardian) e “devastadora” (The Times), sendo vista como uma crítica social poderosa e um marco audiovisual. A série não planeja um prelúdio, mas os criadores deixaram aberta a possibilidade de novas histórias.
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