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O podcast Pop Negro BA continua a programa especial de março, que marcar o Dia Internacional da Mulher, apenas mulheres negras como convidadas. A ideia é ouvir o que elas têm a dizer e refletir sobre a contribuição delas para a construção de um pop negro, baiano e engajado nas pautas antirracistas. Neste segundo episódio do mês, o jornalista e pesquisador musical Marcelo Argôlo recebe a cantora e compositora Maya, que é uma das vozes do pagotrap. O estilo é uma mistura do groove arrastado do pagodão baiano com a vertente mais recente do rap e está em alta em Salvador.

Maya nasceu e se criou no Subúrbio Ferroviário de Salvador e foi nas festas no bairro que ela se aproximou do pagode. Contudo, por não se identificar com o ambiente masculino do gênero, foi da música negra internacional que ela tirou suas principais influências. O resultado desse encontro é um trabalho que buscar inserir o pagode baiano no mapa da black music e, para isso, a artista mescla influências de R&B e outros gêneros negros globais ao groove arrastado.

A artista também está entre os nomes que ganharam visibilidade durante a pandemia. Apesar de aparecer para a cena de Salvador em 2019, com uma participação no projeto Sofar Sounds, foi apenas em 2020 que ela engatou uma série de lançamentos que a destacaram como representante feminina do pagode baiano. A sua presença aqui no Pop Negro BA se deve ao discurso forte sobre suas experiências como mulher preta que Maya traz nas suas música, em um estilo que define como “poética urbana diaspórica”.

O Pop Negro BA é um podcast dedicado à música preta da Bahia. Todas as quintas, o jornalista e pesquisador musical Marcelo Argôlo recebe artistas para falar sobre as possibilidades de construir um pop negro, baiano e engajado em pautas antirracistas. O projeto conta com apoio do Salvador Meu Amor e dá continuidade à pesquisa que o anfitrião desenvolveu no mestrado em comunicação na UFRB. Um agradecimento especial ao Estúdio Santa Rosa, que cedeu o espaço para a gravação deste episódio.

A produção, roteiro, direção e apresentação é de Marcelo Argôlo; a produção de estúdio é de Letícia Bianchi; a edição de Gabriela Bárbara, da Edite Meu Podcast (@editemeupodcast); e a trilha sonora original de Marcos Cuper. Este episódio conta com as canções Violenta, com Maya e A Travestis; Paranoia Total, com Maya; Pretx Chave, com Underismo; Faca Amolada, com Maya; Movimento Retilíneo dos Largados, também com Underismo; Fé Cega, Faca Amolada, com Milton Nascimento e Beto Guedes; e por fim Só as Palosas, com Maya, Nêssa, Bel4triz, Áurea Semiséria, Noblah, Marea e ÉoCrosss.

Para saber mais sobre a cena de música pop da Bahia, baixe grátis o livro Pop Negro SSA: cenas musicais, cultura pop e negritude, de Marcelo Argôlo, no link: https://popnegrossa.marceloargolo.jor.br/.