O próprio nome que se dá ao período menstrual, no hebraico, o termo niddah, quer dizer “separação”. E o tema não é tabu só na comunidade judaica, mas em toda a sociedade. É só olhar a quantidade enorme de eufemismos para designar um ciclo tão natural e biológico do corpo da maioria das mulheres, como se menstruação fosse uma palavra proibida, algo que não deve ser nomeado: “aqueles dias”, “costumes femininos”, e o mais intrigante, “regras”. E haja regra para neutralizar essa grande ameaça! Segundo o Velho Testamento, a mulher menstruada permanece sete dias impura. Qualquer um que a toque ficará impuro até o dia seguinte. A cama em que ela dormir será impura e quem tocar esse leito terá de se lavar e lavar suas roupas e por aí vai. Sem falar de questões ligadas ao moralismo religioso e à tentativa incansável de controle sobre os nossos corpos. Nada disso é coincidência. Nossa convidada é a rabina Fernanda Tomchinsky-Galanternik. Apresentação: Amanda Hatzyrah e Ana Clara Buchmann