Talvez tenhamos banalizado o Pai nosso, repetindo-o maquinalmente, sem pensarmos no que estamos a dizer. Talvez tenhamos deixado perder o sentido de mistério tremendo que se esconde nessas palavras saídas da boca de Deus, e dirigidas aos ouvidos do mesmo Deus!
Precisamos de recuperar o Pai nosso da rotina com que o rezamos e que é como que uma camada de pó, que sobre ele se foi depositando, não o deixando brilhar dentro de nós. Dirigimo-nos a Deus chamando-lhe «Pai» e essa palavra já não provoca em nós qualquer emoção! Temos, pois, que recebê-lo novamente das mãos de Jesus, como quando os Apóstolos, vendo-O rezar, Lhe disseram: «Senhor, ensina-nos a rezar!» (Lc 11, 1).