Estou me dando permissão para sentir.
Chorar quando for preciso.
Olhar para minhas sombras sem julgamento e abraçá-las com a mesma ternura que ofereço às minhas luzes.
Estou me dando permissão para descer aos meus porões internos, aqueles lugares esquecidos, cheios do que evitei ver.
Descubro que ali não moram monstros, mas verdades esperando cuidado.
Estou me dando permissão para dizer não sem culpa, para estabelecer limites, para falhar, para aparecer vulnerável, para admitir que não dou conta de tudo.
E perceber que isso não me diminui, me humaniza.
Dou-me a permissão de merecer o que sonho e de seguir por este caminho onde, hoje, minhas pernas caminham mais firmes do que nunca.
E se eu errar, aprendo.
E se eu não souber, respiro.
E se a vida me molhar em tempestades, fecho os olhos e espero.
E se não houver respostas, confio.
Dar-se permissão não é fácil.
Mas talvez seja o gesto mais delicado e corajoso que fazemos quando finalmente escolhemos não nos abandonar.