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O fogo tenta, a todo custo, provocar o gelo.

Insiste. Ataca. Pressiona.

Mas o gelo permanece ali, inteiro, sem reagir às ameaças do fogo.

O fogo faz barulho.

O gelo faz silêncio.

E é justamente nesse silêncio que mora a força.

Porque, à medida que o fogo insiste em atacar, o gelo começa a derreter.

E essa água — provocada pelas atitudes maldosas do fogo — não se revolta, não grita, não revida.

Ela simplesmente flui…

e, ao fluir, apaga o próprio fogo que tentou destruí-la.

A lição é clara e profunda:

não se deixe desestabilizar pelos ataques de quem age por maldade.

Não entre no jogo.

Não desça ao nível.

A sua firmeza já é resposta suficiente.

Ser como o gelo é escolher a integridade.

É manter o caráter quando o outro perde o controle.

É confiar que a justiça não precisa de espetáculo para acontecer.

Há uma sabedoria antiga que nos lembra disso:

o justo anda em integridade e o seu caminho é endireitado,

mas o ímpio cai pela própria maldade.

Quem provoca, planta.

Quem insiste no mal, colhe.

Sempre.

Por isso, não se irrite com quem te testa.

Não se abale com quem te provoca.

A vida tem um jeito muito preciso de devolver —

não na nossa pressa,

mas na medida exata daquilo que cada um escolheu semear.

Silêncio, coerência e constância…

esses continuam sendo os argumentos mais poderosos.