Há um grande caminho a percorrer para que conversar sobre a morte se torne algo natural na nossa sociedade. É tabu, mau gosto e mórbido e mais uns quantos adjetivos que podiam entrar aqui. Misturado com medo e superstição e temos uma poção mágica para evitarmos o tema ao máximo.
Mas, e se não for um tema? Quando nos acontece morrer-nos alguém próximo? Ou quando damos de caras com a nossa própria finitude?
Falámos sobre tudo isto com a Mariana Abranches Pinto, presidente da Compassio, uma associação sem fins lucrativos com o objectivo de tornar as comunidades mais compassivas. Ou seja, que cada um se envolva nos processos de abandono, doença e fim de vida das pessoas à sua volta. A Compassio dinamiza um conjunto de iniciativas para que isto se vá tornando realidade.
Para que a morte e a doença possam ser vividas de forma plena, acompanhada, sem solidão, sem tabu.
A Mariana tem muitas coisas para nos contar. Tem um olhar que nos faz bem conhecer.
[música do episódio: Irmãs, Rodrigo Leão]