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Nazaré, 17 de fevereiro de 2023

O Carnaval está mesmo a chegar e a Nazaré contente vem toda para a rua, para os bares, para as salas de baile para apreciar a época mais importante do ano para a nossa comunidade. Não é possível traduzir em palavras o que significa o Entrudo para os nazarenos. O Carnaval não se explica. Vive-se, respira-se. E contagia mesmo aqueles que são de fora. Aliás, há muitos palecos que já beberam água da fontinha, que são grandes foliões e integram os nossos grupos com toda a energia que conseguem transportar. Essa também é a beleza do nosso Carnaval, que é feito de nós, para nós, mas não exclui ninguém e permite que cada um se divirta como bem entenda. É por isso que o nosso desfile - quer dizer os nossos desfiles, pois agora há vários… - parece sempre tão desorganizado. Porque é na desorganização que reside a nossa organização. Não estamos propriamente preocupados com o “boneco” televisivo, não se trata de um espetáculo para ser apreciado pelos outros é, antes de mais, o extravasar da nossa emoção. É também por isso que temos grupos carnavalescos que desfilam na marginal com dezenas e até centenas de foliões, com coreografias treinadas até à exaustão. Mas também temos espaço para que um único folião faça o seu próprio Carnaval e desfile sozinho à frente do mar. Por mim, espero pelas cegadas, porque neste Entrudo o que espero é ter barrigadas de riso. Bom Carnaval, caro ouvinte.