Nazaré, 26 de abril de 2023
O 25 de Abril foi assinalado ontem de diversas formas um pouco por todo o país, sendo de lamentar aquilo que sucedeu no Parlamento durante o discurso de um presidente de uma nação estrangeira. Por cá, voltou a realizar-se uma sessão solene da Assembleia Municipal, praticamente sem público, o que não deixa de ser significativo. Porém, mais uma vez, ouvimos os atores políticos repetir chavões e jurar a pés juntos que estão empenhados na defesa da democracia e das populações. Acontece que as palavras nem sempre condizem com os atos. Basta tomar contacto com o que se passa dentro de alguns partidos políticos para vislumbrar acontecimentos sucessivos que demonstram à saciedade que, por aquelas bandas, em vez de defender o interesse comum há sempre quem esteja apenas focado em defender o interesse individual. O populismo tem muitas cambiantes. A luta pelos lugares é tanta e tão acentuada que os golpes palacianos ficam à vista de todos e todos, dentro e fora dessas estruturas, sabem quem apoia quem e até quem nem dirige a palavra a outrém. Falar sobre os valores de Abril é fácil. Praticar esses valores, sobretudo quando cheira a novos ciclos políticos e oportunidades de emprego, é que é mais difícil.