Em pouco mais de três meses de uma gestão que ainda parece estar tomando posse do estado, a governadora Raquel Lyra tem, no currículo o fato de já ter sido secretária de estado e prefeita de Caruaru, no agreste pernambucano. No inicio da gestão, ela tentou trazer quadros técnicos para seu secretariado, mas promoveu a exoneração de servidores de ativides essenciais sem a nomeação imediata de substitutos; realizou poucas ações para enfrentar as chuvas e evitar os desastres ambientais; e não demonstrou agilidade para nomear concursados para o setor de educação, nem para fazer o esperado anúncio do cumprimento da lei do piso com repercussão do índice de 14,95% na carreira, em respeito à lei estadual do PCC dos trabalhadores da categoria. Além disso, ampliou o horário de atendimento das delegacias das mulheres, anunciou uma redução de despesas e tentou enxugar a máquina. No fora da curva de hoje, uma análise dos 100 dias do governo Raquel Lyra em Pernambuco.
Participantes
Ariston Flávio: doutor em Direito pela UFPE, advogado e professor convidado da pós-graduação em Ciência Política da Universidade Católica de Pernambuco.
Carmen Silva: pesquisadora do SOS Corpo.