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Parte de um prédio desabou na última sexta-feira (7), no bairro do Janga, em Paulista, no Grande Recife. A tragédia, segundo o corpo de bombeiros, atingiu, ao menos, 21 pessoas: 14 delas morreram quase instantâneamente e sete ficaram feridas. Uma reportagem da Marco Zero Conteúdo aponta que desde que o bloco d7 do Conjunto Beira Mar veio abaixo na sexta-feira passada, a defesa civil do município do Paulista está fazendo uma força-tarefa para vistoriar todos os prédios do conjunto. São 29 blocos do tipo caixão e nove de pilotis. Só nestes últimos dias, foram mais 17 blocos interditados, somando 18 interdições no conjunto. O órgão quer vistoriar todos os blocos do residencial e ainda não há previsão de quando o trabalho deve terminar. O desabamento de parte do Conjunto Beira-Mar, não é um caso isolado. Com as fortes chuvas no Grande Recife, várias edificações que já estavam avariadas, correm risco de ruir. Além disso, alagamentos e ameaças de quedas de barreiras também assustam a população. Mas, de quem é a responsabilidade? No fora da curva de hoje, chuvas: como evitar que as tragédias se repitam?

Participantes:

Paulo André Dirigente Nacional do MNLM- Movimento Nacional de Luta Pela Moradia

Danielle de Melo Rocha é arquiteta e urbanista, doutora em Geografia e Urbanismo, professora e pesquisadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano (MDU), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Coordenadora do Grupo de pesquisa e extensão Comunidade Interdisciplinar de Ação, Pesquisa e Aprendizagem (CIAPA/MDU/UFPE) e pesquisadora do Observatório das Metrópoles, Núcleo Recife (Observatório PE/UFPE).