em 'ando muito completo de vazios', manoel de barros, um poeta que fez da simplicidade e do chão seu universo literário, traduz a plenitude encontrada nas ausências e nas vastidões do nada. oriundo de um mato grosso permeado por natureza e isolamento, o poeta encontra algemas na própria independência, desenhando com suas palavras uma paisagem onde o cheio e o vazio dançam em um abraço, desvendando a profundidade que reside nos espaços desabitados de nosso ser.