na delicadeza dos versos 'o mundo meu é pequeno, senhor', manoel de barros se debruça sobre as minúcias do existir, com seu olhar a enxergar universos em fragmentos do cotidiano. o poeta, que cultivava uma arte de regresso à infância e uma devoção ao ínfimo e ao trivial, permite que rios, peixes, rãs e árvores se entrelacem em uma conversa suave com o divino. cada elemento natural torna-se coautor de uma narrativa onde o pequeno é imenso e a simplicidade é oração.