(6) Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, (07) para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; (08) a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, (09) obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma.
Ah, como é difícil lembrar daquilo que nos traz esperança! Principalmente quando estamos em meio às tempestades da vida. Nos sentimos como uma criança; irritada por estar molhada, com medo dos trovões e raios e, facilmente, temos a impressão de não mais conhecer o caminho de volta para a segurança. Nos desesperamos, paralisamos.
Neste trecho, vemos um reforço à ideia de que os cristãos passarão, sim, por tempos difíceis, afinal, o contexto de perseguição já era uma realidade para alguns seguidores de Jesus e o medo já ameaçava paralisar a caminhada. Pedro usa o ouro como ilustração para demonstrar a importância das provações em nossa fé. Sabemos que, para que haja purificação na forma mais bruta do ouro, ele precisa ser levado a altíssimas temperaturas, derretido, depurado, e, assim, depois de trabalhado, alcança alto valor comercial. Assim também com nossa fé. Deus faz uso das provações para distinguir uma fé genuína de uma profissão de fé superficial.
Então, o que vemos como mensagem principal aqui é que Pedro, apesar de afirmar que, sim, dali para frente, o caminho seria difícil, também faz questão de reforçar as alegrias e o resultado que, em Cristo, podemos encontrar. As dificuldades provarão nossa fé e produzirão em nós frutos que demonstrem a salvação de Cristo em nossas vidas. A caminhada nunca será fácil. É tempo de refletirmos sobre a real função destes momentos em nossa vida. Não mais focarmos, exclusivamente, na situação momentânea, mas firmar os olhos naquele que caminha conosco. Aquele que, por meio de cada uma de nossas lutas, nos ensina e nos molda, visando tornar-nos cada vez mais parecidos com Ele. Cremos em um Deus que transforma nossas dores da caminhada em motivos para nos alegrarmos e nos gloriarmos nEle.
Texto: Amanda Carniel