Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.
Quem somos nós? E qual o nosso propósito nessa vida? Todo mundo já deve ter se perguntado essas coisas e esse trecho nos ajuda a respondê-las. Lembrem que Pedro está exortando os leitores à santidade, convidando-os para se achegarem a Cristo. Agora, o apóstolo nos mostra nitidamente a diferença entre o povo incrédulo e o povo escolhido por Deus, criando um contraste com o final do verso 8. Ele olha a igreja como uma comunidade, com uma identidade única e descreve no versículo 9 como o povo de Deus é.
Somos o povo escolhido, servos do Rei Altíssimo, um povo comprado pelo sangue de Cristo no calvário, a igreja que ele prometeu edificar! Portanto, não pertencemos a nós mesmos, e nosso propósito de vida se encontra no que ele nos convoca a ser e a fazer: buscar praticar as verdades sagradas da palavra do Senhor e proclamar o nome e as virtudes de Cristo. Nosso louvor tem que ecoar pelo mundo, sua maravilhosa graça tem que ser conhecida por todos Seus grandes feitos e milagres têm que se tornar públicos, a fim de que haja esperança nos corações dos perdidos. Esse é o propósito de nossas vidas: não podemos ter medo ou vergonha de proclamar as boas novas. Deus Pai teve misericórdia do seu povo, e somos parte dessa misericórdia. Os cristãos, mesmo em meio às dificuldades, são luz nesse mundo de trevas, o bom perfume de Cristo, a imagem e semelhança de Deus, pois Ele nos escolheu para sermos seu povo santo.
Assim, que enquanto houver fôlego de vida, exaltemos esse grande Deus, que deu o bem mais precioso por nós, Jesus, seu filho. Que não nos esqueçamos de quem somos e qual nosso propósito aqui. Somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Carol Carone