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(7) Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.

Pedro dá continuidade à exortação sobre a vida conjugal. Ele direciona, desta vez, os seus ensinamentos aos maridos cristãos. Notem que nos versículos anteriores o apóstolo orienta as esposas a serem submissas aos seus maridos; porém, no versículo 7, ele deixa claro que, diante de Deus, tanto mulheres, quanto homens são iguais ("... porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida").

E mais, ainda alerta que o fato de os maridos cristãos não tratarem as suas esposas com discernimento, consideração, honra, como parte mais frágil, não reconhecendo que elas são coerdeiras da salvação, pode implicar no rompimento espiritual do relacionamento deste homem com Deus, pois diz que a postura do marido tem o fim de que não se interrompam orações do casal. A relação familiar saudável é tão importante que podemos compará-la ao relacionamento entre Cristo e a igreja. Relacionamento este de sacrifício mútuo, em que o marido deve sacrificar-se por sua esposa, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. Deus quer que o marido ame a sua esposa como o seu próprio corpo. Ele já sabia que "uma só carne" de Gn 2, prefiguraria Cristo unindo-se à sua “noiva”, a igreja. Deus quer que o marido imite a Cristo, que se uniu intimamente com a igreja, ligando a sua identidade real à dela por meio da aliança, concedendo a ela dignidade, ao lado dele, nos lugares celestiais.

Portanto, amados irmãos casados, amem as suas esposas como a vocês mesmos, tratem-nas como se estivessem cuidando de si próprios. Governem o seu lar, sirvam como fonte de saúde e desenvolvimento espiritual, revistam-se de autoridade benevolente! Fazendo isso, Deus certamente abençoará a sua casa e os fará viver a "... vida comum do lar, com discernimento...", desfrutando da coisa mais extraordinária do mundo que é, nas palavras de Chesterton, “ser um homem comum, com uma mulher comum e seus filhos comuns".

João Artur