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Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque basta o tempo decorrido para terdes execurado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupisciências, borracheiras, orgias, bebedices, e em detestaveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos, pois para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens vivam no epírito segundo Deus.

O que devemos buscar enquanto estamos vivendo no mundo? Como devemos nos preparar para as coisas do porvir? De quem temos esperado o julgamento, de amigos, família, nossos seguidores no instagram?

Neste início de capítulo Pedro nos traz algumas instruções preciosas sobre nossa identidade cristã. Ele começa trazendo o exemplo máximo, o próprio Cristo, que sofreu em sua carne os mais duros flagelos e morreu pelos nossos pecados sem cometer pecado algum. O apóstolo orienta os cristãos a se prepararem com o mesmo pensamento de Cristo e a deixarem o pecado, vivendo não mais de acordo com as paixões do mundo, mas buscando a vontade de Deus.

Pedro destaca o fato do tempo desperdiçado por aqueles, agora vivificados em Cristo, que andavam em seus delitos e pecados e, por isso, como deveriam agora aproveitar o tempo que restava para servir ao Senhor, causando surpresa e descontentamento nos gentios, que antes eram parceiros de devassidão, mas que agora eram difamadores da vida transformada. E ele continua, falando agora sobre a prestação de contas que os gentios prestarão àquele que é competente para julgar vivos e mortos, e que o fato de um cristão já morto neste mundo, mas que ouviu o evangelho enquanto em vida, não deixaria de estar com Cristo no dia do julgamento para viver enfim eternamente em espírito, glorificado.

Diante do que é apresentado no texto vemos a importância de buscarmos em Cristo nosso modelo de vida, morrer efetivamente para o pecado, não desperdiçando mais o nosso tempo com velhas práticas, mas buscando aproveitar ao máximo o tempo que nos resta neste mundo servindo a boa obra, não agradando e buscando aprovação de homens, mas nos preocupando em agradar àquele que é competente para julgar vivos e mortos, que morreu por nós em uma cruz para nos trazer vida, Jesus, O Cristo!

Willian da Silva