A vida adulta parece ser uma peneira e tanto para as amizades, mesmo que a gente não queira. Os critérios ficam cada vez mais apurados, o tempo fica escasso, as afinidades parecem estar sempre sambando num jogo de disparidades. Nesse vai-e-vem de amigos, arrastamos algumas correntes, somos deixadas pra trás em outras, construímos (ou pelo menos tentamos construir) novos laços e, mais do que tudo, nos questionamos o tempo inteiro sobre o lugar que as pessoas ocupam em meio ao nosso novelo de conexões - foi, ainda é ou nunca chegou perto de ser um amigo ou amiga?
A pergunta tende a ficar no ar na maioria das vezes e assim cumprimos mais uma vez brilhantemente o nosso papel de adultos que só desejam voltar a ser criança. Afinal de contas, mundo, cadê meus amigos?