A gente costumava arrematar um dia ou outro com o sabor da gordura e do papo furado dele. Me lembro que cismava com a destreza que ele tinha em afinar a massa, passar pela máquina sem se enrolar, como fazia aquilo acontecer bonito! E não é que ele fazia isso pra performar e cobrar mais caro da gente, parecia que o encontro dele com esse ofício era íntimo, se dava com o refino do toque, com o domínio das etapas e finalmente com as bolhas douradas servidas no prato transparente.