Estou sentado num chão desnivelado e desconfortável, descansando os ouvidos dos tremores apressados da música que ecoa dentro da sala negra, a conversar com o Pedro e a Francisca, calmamente, quando o cimento se ilumina. Olho para o céu e por cima de mim, por cima de nós, um intenso clarão em movimento, rápido, imenso, deixando um rasto dourado brilhante persistente na escuridão durante alguns segundos. Um tempo infinitamente minúsculo, um silêncio absoluto.