A possibilidade da acção anima o espírito. É o acto que materializa o pensamento. Esse, divorciado de qualquer acção, é essencialmente individual, hermético e introspectivo. Um pensamento que não implica uma acção não tem, nessa óptica, efeito no mundo. Pensar num copo de água não cria o copo de água: é necessário mover o corpo, alcançar o copo, enchê-lo de água. Pensar num texto não cria o texto: é necessário pegar numa folha de papel e numa caneta, ou num computador, e escrevê-lo. Pensar num beijo não cria o beijo: é necessário olhar nos olhos, tocar na mão, aproximar os lábios.