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Como vai você? Tudo bem por ai?
Por aqui já estamos em ritmo de final de ano, e correndo contra o tempo para fazer tudo que ainda é preciso antes que 2026 chegue chegando! E nessa reta final, especialmente às vésperas de um ano em que parece que o mundo caminha para mais conflitos, menos paz e segue em crescente overdose de informações, você ja parou para pensar em como tudo isso reflete dentro da sua casa? Nas emoções e entendimentos dos seus filhos sobre o mundo e sobre eles mesmos? E, em especial, dentro de você?
É real poder afirmar que a imensa maioria das pessoas anda vivendo no modo automático. Temos ouvido uma reclamação geral de tempo escasso, muitas responsabilidades, desejos adiados, preocupações constantes e, aí, cada um se organiza da melhor maneira que consegue e de acordo com o que o bolso pode ou aguenta.
Nesse ritmo, existem perguntas importantíssimas que muitos de nós deixamos de fazer, mas, que são fundamentais para cuidar bem da nossa saúde em todas as suas dimensões: física, mental, emocional, e, até, social.
Assim sendo, nessa reta final de 2025, estou aqui para te convidar a fazer algumas boas perguntas e a refletir sobre suas próprias respostas.
Aviso: algumas perguntas, como são pessoais, só você poderá responder.
Se você topar minha proposta, estará de forma natural e orgânica exercitando autoconhecimento, refletindo sobre temas importantes e sendo estimulado(a) a pensar por si só.
Agora, se sua dúvida é: como saberei se minhas respostas estão corretas ou se são, de fato, boas para a minha paz, equilíbrio e felicidade?
Simples: o 1º passo que vamos dar juntos é te ajudar a relembrar que princípios norteiam seus valores.
Vem comigo.
O 1º PASSO
Princípios SÃO A BASE DO NOSSO ENTENDIMENTO SOBRE MORAL, ÉTICA E VIDA EM SOCIEDADE.
Eu sei que essa é uma informação básica, mas acredite: muita gente, facilmente, confunde princípios com valores e os relativiza. Por serem a base moral da ética e do caráter - portanto, o guia das crenças fundamentais de um indivíduo - quando alguém quebra ou promove princípios, naturalmente, isso resultará em consequências sociais.
Assim sendo, considere os seguintes exemplos:
A Verdade é um Princípio por ser uma condição imutável da realidade. É ela que fundamenta, por exemplo, valores como: honestidade, confiança ou que é ou não correto.
Outro Principio fundamental é a Liberdade, e, para que ela seja exercida, exige que respeito, responsabilidade e limites estejam ativos.
O Amor também pode ser considerado um Princípio, partindo do pressuposto de que a definição mais pura de amor é que ele é benigno, justo, fiel, sendo um alicerce que não se limita a espera do sentir e que, por suas corretas características, baseia as relações humanas mais profundas.
Agora me diga:
A Justiça é um Princípio ou um Valor?
Aháá!!! Pois bem! Para alguns a justiça é um princípio, já para outros um valor.
Quem define? Filosoficamente, ela é um princípio moral e ético necessário para o equilíbrio da sociedade. Lembre-se: valores são mutáveis, isso permite que possam ser bons ou maus e isso inclui contexto. Princípios são pilares. Tanto que, quando não aplicados, comumente dizemos: essa pessoa não tem princípios.
Portanto, se são os PRINCÍPIOS que fornecem a base de sustentação dos nossos valores e deles dependem nosso equilíbrio pessoal, familiar e social, quais são os seus?
Se possível, pare um instante e nomei-os.
Agora, eu te pergunto:
E quando as emoções entram nesse jogo, o que acontece?
Desde que começamos a validar o entendimento equivocado de que nossas emoções podem falar mais alto do que os princípios que temos como base dos nossos valores e condutas, isso afetou a todos nós.
Como consequência, passamos a aceitar que se alguém se sente ofendido ou injustiçado por algo, seus sentimentos podem ser mais validados do que aquilo que, de fato, é justo, correto ou verdadeiro.
Quando validamos mais os nossos sentimentos, ou, com a melhor das intenções julgamos nosso entorno através deles, desconsiderando princípios fundamentais de convívio, estamos tornando tudo à nossa volta mais injusto e frágil.
Já, quando, por exemplo, ensinamos respeito, por si mesmo e pelos outros, ensinamos uma atitude racional e moralmente necessária. Percebe? Ao aplicar aqui o respeito como princípio, o sentir por si e pelo outro recebe a devida atenção. O respeito não me impõe concordância, mas coerência em ter uma atitude correta e justa para com o outro.
Considere ainda:
Se alguém afirma que nada é bom ou mal de fato, o que acontece com a verdade e a justiça?
Se tudo pode ser justificável e a verdade relativizada, torna-se impossível condenar moralmente qualquer ato. Isso destrói a verdade e dá valia a meras opiniões e preferências.
Na prática: paralisa a capacidade da sociedade de autocorreção ética. Como atualmente vivemos nesse contexto, o resultado tem sido:
Instabilidade social, injustiça, polarização, confusão, individualismo, relacionamentos quebrados, aumento da criminalidade, irresponsabilidade, indiferença, dentre outros.
Isso nos dá uma amostra do por que as pessoas nunca estiveram tão machucadas, ofendidas e adoecidas como agora.
O PRÓXIMO PASSO
Não podemos negar: nesse contexto, descartar o valor dos princípios e dar ao sentir um lugar de primazia, faz parte da raiz do problema.
Com as melhores - ou piores - intenções, uma parte da sociedade passou a validar sentimentos individuais, e as vezes até coletivos, como se fossem mais importantes que princípios fundamentais.
Como resultado, em vez de ganharmos mais empatia, a imposição do sentir tem nos levado a lidar com situações cada vez mais inquietantes, envolvendo principalmente identidade e coletividade.
Precisamos ter em mente que a consequência direta da relativização de princípios é a quebra de valores que devem nortear nossa visão de mundo, pensamento crítico, decisões e, que, naturalmente, se desdobram para os nossos relacionamentos familiares, pessoais e profissionais, ou seja, nossas relações em sociedade.
O VALOR DOS PRINCÍPIOS PARA A SAÚDE EMOCIONAL FAMILIAR
Agora, te convido a avaliar o valor dos princípios para a saúde emocional da sua família e responder, para você mesmo, as 5 perguntas abaixo.
Vamos a elas:
1 - Muitas quebras e traumas pessoais, juntos com o real desejo de acertar, fizeram com que parte dos pais e adultos hoje, tentando evitar frustrações e dores, se tornassem mais guiados pelo que “sentem” ser mais correto. Por outro lado, temos visto surgir nas gerações mais jovens uma fragilidade emocional complexa.
COMO VOCÊ ENTENDE ISSO?
2 - Considerando que, diariamente, temos lidado com um gigantesco volume de narrativas que deturpam valores e quebram princípios; e ainda, que somos muito mais influenciados do que imaginamos por tudo que vemos e ouvimos:
QUAIS SÃO OS SEUS PRINCÍPIOS E VALORES INEGOCIÁVEIS?
3 - Ciente de que suas atitudes, reações e a forma como você age, demonstram estes mesmos princípios e valores para sua família; e que toda criança aprende mais observando o que adultos, em especial seus pais, fazem do que ouvindo o que eles dizem:
VOCÊ TEM SIDO UM EXEMPLO PRÁTICO DOS SEUS VALORES PARA A SUA CASA?
4 - Considerando que é em família que a criança aprende a primeira forma de regulação emocional e convivência social,
VOCÊ CONSIDERA QUE, ATRAVÉS DO EXERCÍCIO DOS SEUS PRINCÍPIOS E VALORES, TEM VALIDADO CORRETAMENTE OS SENTIMENTOS DOS SEUS FILHOS?
5 - Por fim, diante da saúde emocional que você tem experimentado em família:
VOCÊ ACREDITA QUE TEM DADO AOS SEUS FILHOS O ENTENDIMENTO CLARO DO QUE É CORRETO E NECESSÁRIO SOBRE EMOÇÕES E AÇÕES?
Considerar cada uma dessas perguntas, e refletir, ainda que rapidamente, sobre todas essas informações, na prática, exercita seu autoconhecimento e pensamento crítico.
Assim, nesses 10, quase 11 minutinhos de leitura - até aqui - você refletiu sobre um dos temas mais importantes da atualidade e como isso tem impactado a sua vida e o seu dia a dia familiar.
Caso queira compartilhar conosco sua opinião ou tirar dúvidas acerca deste tema, comente abaixo.
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