a escrita é a minha primeira morada de silêncio
a segunda irrompe do corpo movendo-se por trás das palavras
extensas praias vazias onde o mar nunca chegou
deserto onde os dedos murmuram o último crime
escrever-te continuamente
areia e mais areia construindo no sangue altíssimas paredes de nada
al berto em "doze moradas de silêncio" . lisboa, 1979 .