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olá!

mesmo numa semana complicada entre concertos há muito aguardados (o optimus alive está já aí), exames virtualmente impossíveis e pilhas de documentos para dar seguimento no escritório tiramos uma pausa higiénica para dar à luz uma nova criança.

entramos num período que se pretende revelar pródigo em versões. começamos já a ouvi-las em todo o lado - bares da moda, rádios nacionais e até lojas de shopping. aumenta a procura, aumenta a oferta - novas edições de colectâneas clássicas de versões, como o novo crazy covers de tom middleton ou mais uma edição da 'radio 1' vêem a luz do dia. não nos admiraria ainda que 'bootlegs' surgissem como cogumelos provenientes de versões interpretadas, em jeito de graça, nos encores dos inúmeros festivais de verão e captadas pela saca de parafernália electrónica que o pessoal leva hoje em dia para os concertos, que impedem o comum dos mortais de ver o palco de forma conveniente. enfim, parece então que toda a gente começa a ganhar posição para esta época em que a música nos invade das mais diversas formas e feitios - por exemplo na porcaria de demonstração de body combat, ontem na praia, quando tentava ter algum descanso. uma junção infernal de mau gosto, decibéis ofensivos e animadores histéricos que nos vedaram o merecido descanso.

estamos em reabilitação. segue-se a receita médica:
the postal service - against all odds (original de phil collins) - uma música que nos relembra os anos 80 e a música que as irmãs mais velhas em plena adolescência nos obrigam a consumir. a música mais improvável para uma versão nos dias de hoje, aqui com uma sonoridade irrepreensível, misturando doses generosas de imaginação e 'respeito pela obra'. uma óptima maneira de começar.
jacqui naylor - losing my religion (original dos r.e.m.) - já tínhamos ouvido falar desta versão há algum tempo. jacqui naylor acrescenta-lhe a dose certa de melancolia e calor na voz para não envergonhar qualquer esplanada com espreguiçadeiras.
kings of convenience - free fallin' (original de tom petty) - o tradicional arranjinho fechado e frio de guitarra-e-voz dos koc, aqui a 'dar cobertura' a uma música que normalmente nos leva à sensação de liberdade e a paisagens longínquas - cada um tem as férias que merece :)
the national - pretty in pink (original dos psychedelic furs) - uma repetição do episódio 39, simplesmente porque a ouvimos por aí e pareceu-nos enquadrar-se mesmo bem.
kumbia queers - kumbia dark (lovesong, original dos the cure) - 'esta es para ti, róber ésmi...' assim começa esta versão kumbia do clássico dos cure, para dançar agarradinho (a uma morena ou um mojito, você decide). apesar de em termos práticos não valer bolha, acrescentamos aqui esta versão pelo insólito.
mallu magalhães - folsom prison blues (original de johnny cash) - versão intocável apesar dos tenros 15 anos.! uma descoberta... em http://myspace.com/mallumagalhaes
the smashing pumpkins - lips like sugar (original dos echo and the bunnymen) - que saudades dos verdadeiros smashing pumpkins, com coisas novas para mostrar. é uma pena o pessoal envelhecer.
the kooks - young folks (original de peter, bjorn and john) - versão menos maricas da bela 'canção do assobio' que se ouvia há tempos como toques de telemóveis azeiteiros em locais inconvenientes. temos versões nos episódios 37 e 39, mas nenhuma tão fresca como esta. um tónico...
peaches - gay bar (original dos electric six) - porrada da velha nesta versão de peaches de uma música pouco consensual. um bom fim de noite - a música, não o bar gay.
charlotte martin - obstacle 1 (original dos interpol) - a intensidade do estilo dos interpol, aqui numa voz que lhe faz jus. mesmo o arranjo mais electrónico e a tentativa de tornar a versão mais ligeirinha não chateiam. é mesmo impossível estragar uma música destas.
ibrahim ferrer - as time goes by (original de herman hupfeld) - uma intemporal, tornada célebre no filme 'casablanca', ouvimos esta versão por aí, não nos lembramos bem onde e foi amor à primeira vista (ou escuta). o início provável de uma noite inesquecível num bar latino por aí. sábôrrr.
groove armada - are friends electric (original de gary numan) - a versão eléctrica da música de discoteca que os putos de hoje em dia nunca vão saber apreciar. como é que dançava aquilo mesmo? como tudo nos late 70's... com muito estilo.
tori amos - hit me baby one more time (orinal de britney spears) - destacável de hoje - um clássico do piano, uma mistura de bach com richard clayderman com madonna com álcool, drogas, sexo e uma personalidade paranóica. lembra-vos as vossas férias? coitadinhos, não chegam aos 40 anos!

até lá, os votos de um óptimo verão musical.