O convidado desta semana é o Pedro Falcão, ele é designer, muito
ligado ao design de livros, catálogos para exposições, e acima de tudo
um criativo muito acessível.
O percurso do Pedro não foi muito
linear, no sentido de saber desde pequeno aquilo que queria ser, teve
várias experiências formativas, acabando por ingressar num bacharelato
de pintura, que não terminou para ingressar no mundo do trabalho e
ajudar o seu amigo Mário Feliciano a criar o design da primeira revista
de surf em Portugal, a Surf Portugal.
Outra arte que o acompanhou
também, foi a música, tendo feito parte de duas bandas, os Red Beans e
os Tina and the Top Ten, esta última uma banda que eu conhecia, e que
teve algum sucesso nos anos 90.
O Pedro refere algo neste percurso
não determinado à partida, e não linear, que me pareceu bastante
interessante, quase como uma metodologia, o irmos tentando várias
coisas, e quando os resultados vão aparecendo, vamos ganhando a
confiança de poder ser por ali.
É importante sabermos com o que é que nos identificamos, e assim ter uma segurança de perceber o que é que realmente queremos.
O
livro como objecto é algo que o Pedro considera importante, e não acha
que o livro digital seja substituto, pois o manusear do livro físico não
tem comparação com o manusear de um dispositivo electrónico que contem
bits e bytes.
O surf também faz parte da vida do Pedro, e
recentemente ele decidiu criar uma marca de pranchas para surfistas que
não tenham própriamente pretensões competitivas.
Quando eu
preparava o episódio, e re-ouvia a nossa conversa, houve uma coisa que
me ficou gravada, o querer que o seu trabalho se pareça com ele. Não
tenho qualquer tipo de dúvida que dessa forma a originalidade e
autenticidade do trabalho estão garantidas, pois só há um exemplar de
cada um de nós.