A convidada desta semana é a Marta Hugon, cantora de jazz, à qual cheguei através do Filipe Ferreira,
pois quando ele partilhou o episódio dele, a Marta comentou-o, e eu não
me fiz rogado, lembrei-me das palavras do Filipe, de o "não" estar
garantido, e aproveitei a oportunidade que se me apresentava.
A
Marta chegou ao canto quase como uma experiência, inscreveu-se num côro,
e de forma quase casual viu-se em cima de um palco, e perceber, que
tinha receio, mas "eu quero fazer mais disto".
A partir desse
momento teve que se desenvolver como cantora, através de aulas
particulares e mais tarde, ingressando no Hot Clube onde veio a ter como
professor o Filipe Melo, que hoje em dia é parceiro de composição, faz os arranjos e o pianista que a acompanha.
Falámos
da pressa que normalmente se tem de ver resultados, de chegar a esse
destino, seja a publicação de um disco, ou até mesmo reconhecimento
como cantor firmado. Não há pressa, isto é, pressa há, mas as coisas na
vida, não querem saber da pressa que temos ou não temos, elas seguem a
ordem que têm de seguir e somos nós que temos de aprender a ter
paciência, em acreditar que vai acontecer, mas não ficar sentado à
espera que as coisas se resolvam por si.
A Marta não acha que
exista "um mais fácil e um mais difícil, um certo ou um errado", no que
toca a escolhas profissionais, pois no caso dos músicos, refere que
todos os músicos que conhece, "por muitas dificuldades que passem, são
pessoas felizes e realizadas profissionalmente" e que "a música é a maior recompensa".