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Os convidados desta semana são o André Bello e o Rique Nitzsche, dois brasileiros da dthink,
que tive a oportunidade de conhecer através da iniciativa da Câmara
Municipal de Cascais, o Creathon - Maratona Criativa, na qual participei
durante dois dias e meio, para através do Design Thinking encontrar soluções para alguns dos problemas do Concelho de Cascais.

O
Creathon foi muito interessante, uma vez que aliava uma formação e a
sua aplicação imediata, alternando momentos teóricos com a utilização na
práctica dos conceitos que eram explicados.

A metodologia do Design Thinking
é algo que me seduz, pois a minha curiosidade se saber dos mais
variados assuntos acaba por ser uma mais valia, porque me permite
relacionar vários conceitos, ter pensamentos desordenados, que acabam
por ser filtrados, nos momentos determinados para o efeito.

Eles
falam nas personalidades em forma de T, ou especialistas em
generalidades, pessoas que no eixo horizontal percorrem várias áreas e
assuntos mas que no eixo vertical, aprofundam apenas um.

Eles
falam durante a entrevista algo que também acredito, e que á tinha
ouvido de outras pessoas, que o ser humano é a unidade mínima de
transformação, que se queremos mudar alguma coisa numa empresa, ou até
num país, temos de conseguir mudar ao nível do indivíduo, e só depois a
mudança será profunda e duradoura.

A inovação que tanto se fala
hoje em dia, deve ser um processo constante, não apenas quando as coisas
começam a correr mal, como o André refere a mudança é feita "por amor ou por dor",
isto é, quando há vontade de mudar ou a necessidade. Quando há
necessidade, devido a problemas, é mais óbvio e imperativo, mas quando
as coisas estão a correr bem deve haver vontade, amor, para inovar, para
fazer melhor, usando os recursos disponíveis em alturas de abundância.

A
alegria e o divertimento são parte dos ambientes criativos, e
experenciei isso no Creathon, onde o facto de haver alturas em que não
há filtros, onde a quantidade de ideias é o mais importante, as pessoas
soltam-se e retornam o contacto com a criança criativa que vive dentro
de todos nós.

Acerca disto eles falam que a criatividade é uma
linguagem esquecida, que todos nascemos criativos, mas através da
formatação do sistema de ensino muitos de nós, desligamos essa parte de
nós.

O falhar, falhar depressa, é o caminho para acertar, quanto mais depressa falharmos mais depressa acertamos.

Não
passa por ser irresponsável, estamos a falar em "laboratórios", em
ambientes controlados onde o erro pode ser minimizado, mas que nos
permite ver o que pode e deve ser melhorado.

A própria escola
deveria ser um espaço de erro, e com ele a aprendizagem resultante, mas
pelo contrário a escola tornou-se um espaço de "certezas" ou o erro é
altamente penalizado.

Vou mergulhar mais nesta maneira de pensar,
usando de forma consciente o pensamento divergente e o pensamento
convergente, para ver se dessa forma mais estruturada consigo usar
positivamente o turbilhão de ideias e interesses que tenho.