O convidado desta semana é o Miguel Gizzas, que é amigo de um grande
amigo meu, e através daquelas conversas via facebook, pedi a esse meu
amigo para nos pôr em contacto.
Entrei em contacto com o Miguel,
que prontamente acedeu a conversar comigo, pois eu vinha "com óptimas
referências" (o que é verdade).
Preparei a entrevista da forma que
normalmente faço, procurando informação sobre o convidado, ouvindo
outras entrevistas, lendo o que escrevem, etc., mas devo admitir que
neste caso, fui surpreendido, e contente fiquei por o ter sido. Eu de
algum tempo para cá deixei de seguir um “guião” para as entrevistas,
permito-me escutar aquilo que me dizem, e o Miguel começou a falar num
tema que me interessa bastante, que é a questão da felicidade, e o que é
isso de ser feliz.
O Miguel disse-me que é feliz, e que aprendeu
há uns anos o segredo para ser feliz (vão ter de ouvir, pois não
vou revelar no texto, eheh).
A partir daí a conversa, centrando-se
no seu livro, ou melhor romance musical, “Até que o mar acalme”, seguiu
pelo caminho do puto curioso que sou que tenta através destas
conversas, resolver questões que me inquietam, entre elas, a questão das
escolhas, e neste tema em particular, o Miguel fala em não escolhermos
algo só porque nos vai dar dinheiro, e vai contra os nossos princípios,
pois como ele diz, vai nos “partir todo por dentro”, e que as decisões
devem ser tomadas com o coração.
O Miguel formou-se em economia,
tem duas empresas, deu aulas de gestão analítica, mas desde sempre teve
contacto com a música, e algum dia havia de lá parar, e assim foi.
Falou
do processo de “invenção” do conceito inovador de ter um romance, um
livro, que por cada capítulo tem uma música que o acompanha, que se
acede através de QR codes.
Sobre
o fazer coisas, falou que o importante é começar, o estar dentro,
apartir daí, temos uma noção bem mais real do que temos pela frente, e é
mais fácil criar um plano de acção, e dessa forma não parar.
Há
muita coisa nesta conversa que me apetecia referir, mas com o receio de
estragar a quem quer ouvir, convido sim a ouvirem mais que uma vez, pois
eu sei que o farei.