A convidada desta semana é a Isa Silva, ilustradora, artista
plástica, escritora, uma lista bastante extensa de capacidades, e que me
foi sugerida pelo ouvinte Rui Santos, que me contou que a Isa era uma
artista bastante interessante, e muito activa no Twitter.
Fui
investigar e ver os links que o Rui me enviou, e apercebi-me que sem
dúvida queria falar com a Isa, sobre a diversidade do seu trabalho, e um
estilo muito próprio.
O percurso é muito interessante, variado,
que começou no desenho na Escola António Arroio, mas que “a vida
obrigou” a por um pouco de lado, trabalhando como dactilógrafa, mas que
desta forma a fez ter contacto com o mundo dos computadores, e a partir
daí chegou à formação nessa área, e daí para o software de design
gráfico.
Ao voltar ao lado mais criativo com mais força, fez que estivesse nos primórdios da internet, fazendo sites no idos de 1998.
Cedo
contactou com o teletrabalho, e criou mecanismos de se auto-disciplinar
no trabalhar a partir de casa, que de muito lhe tem servido na sua
situação de desemprego, sempre ajudada pelo desenho e pela pintura.
Falámos
na importância que a internet e o Twitter têm no seu processo criativo,
buscando referências, absorvendo toda aquela informação que depois de
digerida lhe serve para os trabalhos que lhe pedem.
A Isa é uma
pessoa que é uma autodidacta, que quando precisa, aprende, estuda e
arrisca, como fez para escrever a sua peça de teatro, "A Lua que queria
ser quadrada", onde além de escrever, desenhar os cenários e figurinos,
também fez a encenação.
A "Marciana" como a Isa é conhecida, tem
duas antenas, a antena da razão e a do coração, que eu acho que todos
temos, mas muitas vezes não ouvimos da mesma forma, ganhando normalmente
a razão, pois é muito mais matreira.
As ideias são quase uma
praga que muitas vezes impedem o adormecer calmo e sereno que a Isa
gostaria, mas os resultados são muito interessantes.
Gostaria de deixar aqui um agradecimento público à Isa pelo belo íman que que ofereceu das suas SquareFaces, e eu escolhi alguém que muito admiro o António Variações.
Podem comprar os ímans no Museu da Marinha.
Termino com uma bela frase da Isa:
"As coincidências são acasos muito bem programados."