menos é mais e eu não tenho nada pra falar sobre eletro e minimal.
acho que, nem sempre, o minimal é efetivamente tão minimalista. podem ser músicas com arranjos muito simples, pouca riqueza harmônica ou melódica, mas não é sempre que eu diria que minimal é, de fato, minimalista.
mas o minimalismo é algo realmente lindo. sempre achei que as melhores músicas são aquelas mais simples, as que partem de idéias mais minimalistas. como sempre me dizia um professor, "simples não é simplório, e tem muita diferença entre os dois". de pleno acordo!
e se é pra lembrar de citações de professores, que tal aquele mais esquecido dos lemas árcades, inutilia truncat. se todo mundo se lembra do fugere urben e do mais-do-que-óbvio carpe diem, o inutilia truncat é sempre deixado pra escanteio. e é, na minha humilde opinião, o mais importante de todos: corte os ornamentos desnecessários; vá pelo mais simples.
e, pela simplicidade, músicas geniais! partindo de uma idéia muito simples -- uma levadinha de baixo de uma nota só!!! -- e uma melodia bastante ingênua, surge uma música linda, cheia de detalhes e riqueza. com um arranjo muito bem construído, a música cresce de maneira surpreendente. e, por mais complexo que seja o arranjo final, a música não foge nunca ao seu princípio: a simplicidade, a célula minimalista.
dEUS, banda indie rock belga, com a música opening night, terceira faixa do terceiro álbum, in a bar under the sea, de 1996.