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Eu não faço amor,

faço poesia;

a luxúria é vazia

para quem mergulhou na dor

e hoje tem vício de viver;

sou distante,

dessas noites o destino me priva,

não consigo entreter,

me conectar;

o momento ofegante

fica à deriva,

insiste em se dissipar,

não chega ao flerte,

não entra no quarto,

não deixa a roupa no tapete,

não sobe na cama;

para mim tudo é um parto,

toda gente me desama

sem antes me provar

Só perco o sono até mais tarde,

perdido no meu pensar;

achei que diante do fogo eu fosse covarde,

mas eu tenho é muita vontade de amar


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