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Description

(Fim do tempo, desalento, entretanto, vai cantando)
Onde quer que eu vá,
Quando entrevejo paz,
Morde-me os calcanhares
A rotina mordaz.
A rotina que apoquenta,
A rotina que atormenta,
Mas mais uma... ela aguenta.

Abençoas com sorrisos, abres portas crias trilhos,
Amanhã vais cá não estar com tua ausência me atormentar.
Por enquanto vou-te amando, a meu jeito desejando,
Em teus olhos me afogar e sem remorsos te atiçar.

Onde quer que vás,
Sentes uma presença,
Morde-te os calcanhares,
Rotina macilenta.

Por qualquer rua que vás,
À pressa e desatenta,
Roi-te os calcanhares,
Rotina ciumenta,
Rotina violenta,
Rotina peçonhenta.
Só mais uma... que ela aguenta.

Abençoas com sorrisos, abres portas crias trilhos,
Amanhã vais cá não estar com tua ausência me atormentar.
Por enquanto vou-te amando, a meu jeito desejando,
Em teus olhos me afogar e sem remorsos te atiçar.
(Espicaçar, enfeitiçar, talvez te matar?)

Letra: Jorge Francisco
Música: Jorge Francisco