Cavando a sua sepultura, iluminada pelo luar
Seus dedos enlaçam, vidas n'um tear.
Suas mão são frias, seus dedos delicados,
Enlaçam destinos, desencontrados...
Cada curva do seu corpo, tentação em alva tez,
Insaná beleza que emana, igualada em malvadez.
Inventou romances, pureza e falsidade,
Mostra-te encantos que te levam a sanidade.
De beleza crua suas feições de menina
Dança à luz da Lua, morena e pequenina
Nua! A Lua na sua solidão.
Nua! A Lua na sua solidão.
Não me digas que não
Canta de noite, maldade e pureza,
Dança de noite, luxúria e beleza.
Palavras cruzam, por entre cada olhar,
Ajuda-te a esquecer, dá p'ra depois tirar.
Impossivel de ignorar, as curvas da sua pele,
O sabor dos seus lábios, o cheiro do seu cabelo.
Diverte-se a jogar, teus olhares ignorar,
Mas a seu lado ninguém guardar.
De beleza crua suas feições de menina
Dança à luz da Lua, morena e pequenina
Nua! A Lua na sua solidão.
Nua! A Lua na sua solidão.
Não me digas que não
Cria fogos com seu olhar, nem se apercebe,
Vida nova ao falar mas esquece,
Que a chama a pode queimar.
E que a vida terá sempre de mudar.
Presa numa história impossivel de entender,
Quanto mais o ama mais o quer esquecer.
Senhora da noite, Princesa sem Rei,
Vem brindar comigo, amante sem lei.
De beleza crua suas feições de menina
Dança à luz da Lua, morena e pequenina
Senhora da noite, Princesa sem Rei,
Vem brindar comigo, amante sem lei.
Nua! A Lua na sua solidão.
Nua! A Lua na sua solidão.
Nua! A Lua na sua solidão.
Nua! A Lua na sua solidão.
Não me digas que não.
Letra: Neuza Cristina/Jorge Francisco
Música: Jorge Francisco