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Qq tentativa de mapeamento das tribos yoguicas BR, sem considerar o “jeito” q o capital neoliberal organiza seus corpos, será sempre insuficiente.

Há {estilos de vida} Yoga convivendo com outros dentro de subcampo espiritual brasileiro. E essas populações yoguicas BR só existem, pois outros {estilos de vida espirituais}, muito mais antigos, permitem yogiNIs viverem entre eles.

O conceito de {liberdade}, portanto, diverge, pois cartografias yoguicas outras foram inventadas.

O samadhi peruano não é o inglês. Kaivalya em Matsyendra diverge de Iyengar, q pode não ser nem o q Patox pensou o q Vyasa escreveu.

O {jeito} brasileiro de viver Yoga, obviamente, está atravessado por signos espirituais brasileiros. O início foi construído em meio esotérico, depois com a {mesa branca} espírita kardecista, e hj em dia assistimos a umbanda, o funk carioca, as ciências psi e religiões ayahuasqueiras, dentre outras, encantarem corpos outros tb. Esse caldeirão vem produzindo vetores e fugas bem originais.

O gde jogo é resistir e lutar contra a hegemonia de um dos povos sobre os outros: (1) conservadores-sedentários-paranóicos, (2) capitalísticos-sedentários-neuróticos e (3) nômades-selvagens são jeitos de yogar singulares e comunais.

O {jeito 1} acredita na metafísica da liberdade: ela é transcendente. Vive da esperança.

O {jeito 2} crê a liberdade como mérito. Yoga é uma {peregrinação} calçada pela escassez.

O {jeito 3} vive liberdade na imanência. Todo seu esforço é o dos {encontros}: Sê pleno, cessa a vida peregrina ou buscadora.
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Estas tribos coexistem hj. A mais antiga delas, são as populações nômades e selvagens. É (e sempre será) de suas sedentarizações q as org.institucionais yoguicas (ou “tradições”) nascem.

Em td carne conservadora corre sangue nomádico e selvagem.
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