É tudo sobre expansão e retração o que há pra se entender sobre meditar|yogar. Todas as técnicas criadas, tradições milenares, portadores de crânios, mulheres consortes, calcanhares no cu, línguas sugando ar… expansão e retração.
Todos à espera do Drop!
Primeiro procure um lugar ideal, onde vc possa se esforçar pra não Ser o Eu de agora. Tudo isso que se pensa ser, out!
(por isso sempre digo que o processo todo é anticapitalista, é de uma inutilidade insuportável ao povo da mercadoria)
Depois prepare um corpo. Há q se desorganizar antes, pra Ser e voltar a vida. Uma morte anunciada. Amolecimentos. Um suicídio diário e coletivo de tds as populações que lhe habitam. Uma troca de pele. Coração batendo na boca.
Depois a vida. A expansão ocorre, um mergulho da pedra na cachoeira. O retorno da bateria, do beat.
O salto… O tempo de voo solo, a virada certa do Dj q reduziu tudo àquele momento. Expansão da pista!
Os poros que se abrem, a lâmina d’água flechada pelo corpo duro que se expande, agora outro. O espaço de silêncio rompido pelo nada que {somos sendo} agora. Uma longa travessia pro vazio. Aquele ávido desejo por mais vida. Pura potência. A superfície que se expande.
(Mas vc abre os olhos e nada muda. Só a volta da escuta fina. Uma lima)
Empinar pipa na praia, jogo de amarelinha, 3-dentro-3-fora, pião, bolas de gude… td estranhamente inútil, igual mas outro. Maha Lila, uma brincadeira cósmica jogada.
Alguns corrimão outros correm nus. Vai de cada um, e cada corpo uma preparação.
Mas lá na lâmina da superfície do acontecido: expansões e retrações.
Sentados, caminhando, correndo, deitados, dançando, todos aguardam o drop. É um jogo de imitação da natureza. Uma busca pela satisfação inútil, mas necessária de continuar criando. Não é lindo estar ciente do maya em que se vive?