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O ponto de partida

YogiNIs hj vem encantando suas “ferramentas” de trabalho, enquanto desencarnam a si mesmos. Asanas, pranayama, kriyas, mantras e etc são utensílios|técnicas yoguicas na desconstrução de quem pensam ser. O “produto” final dos yogiNIs então é, antes, um anti-produto não comercializável, portanto, anticapitalista desde o berço. Mas a abstração da lavra yoguica atual desloca o professor de yoga em comerciante, alienando-o totalmente do seu “ofício” pedagógico libertário.

Me explico melhor: vc fixa a sua atenção (ou ensina isso como técnica) em um dado obj. qq como ponto de partida em “desfoca-lo” de tantos outros corpos que lhe atravessam - consciente ou não, real ou imaginário. Quando este obj. estiver “estável”, se afunda nele até que seus signos venham sendo des-colados de sua aparente concretude. É um processo de abstração visando desorganizar o obj. e suas representações. Esse movimento continua até q depois de um rolê gigante de abstrações, o obj. será o mesmo, mas o observador é que se modifica em outros níveis de reflexão. É uma pesquisa.

É o yogiNI, independente do obj. que deixa de representar e volta a ser. O que? Nada, mas sendo um nada, inventa sentidos pra vida, mas se esquece que cria. Yogar é voltar a criar, como uma criança, mas à espreita para não se alienar em suas próprias abstrações. É ambivalente nossa existência e dialética a compreensão do processo.

Somos inventores de mundos q nos esquecemos e passamos a adotar e adorar nossas criações e das de outres que nos contam como crenças fantasmáticas.

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