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Bom dia, boa tarde, boa noite! Esse é mais um podcast do Medicina do Conhecimento. Ciência e informação a qualquer momento, em todo lugar. Eu sou Pablo Gusman, o Anestesiador. E como compartilhar é multiplicar segue uma dica sobre a reposição volêmica e fluidoterapia em pacientes adultos hospitalizados.

Revisado em 2017, o guideline do NICE – National Institute for Health and Care Excellence que fala da fluidoterapia intravenosa para pacientes adultos hospitalizados abrange 5 princípios, ou 5 R’s.

Resuscitation – Ressuscitação: pode ser necessária uma ressuscitação urgente de fluidos após hemorragia, infecção, trauma ou queimaduras. Se os pacientes precisarem de ressuscitação com fluidos intravenosos, use cristalóides que contenham sódio na faixa de 130 a 154 mmol / l, onde temos soluções de ringer próximo de 130, soluções salinas 0,9% com valores próximos de 154 e solução cristaloide fisiologicamente balanceada com valores próximos do plasma, 140 mmol/l em bolus de 500 ml por menos de 15 minutos. Não está indicado o uso de soluções colóides de tetrastarch para essa ressuscitaçao hídrica.

Routine maintenance – a manutenção de rotina do balanço hídrico pode ser necessária, por exemplo, em pacientes que são incapazes de atender às suas necessidades hídricas por via oral ou enteral, mas que, de outra forma, estão bem em termos de equilíbrio e manuseio de líquidos e eletrólitos. Isso inclui pacientes que sofreram um acidentes vasculares cerebrais com disfasia, pacientes jejum antes de cirurgias e pacientes com quadros obstrutivos. O objetivo principal é recuperar a capacidade de atender suas necessidades via oral ou enteral, interrompendo a manutenção venosa o mais rápido possível.

Redistribution – Redistribuição: a fluidoterapia IV de caráter urgente pode ser necessária para fins de redistribuição em pacientes com distúrbios sistêmicos que afetam a distribuição de líquidos, como sepse e anafilaxia. Na sepse, a resposta inflamatória causa vasodilatação e vazamento de líquido dos capilares e, portanto, causa um aumento no espaço vascular que pode levar à hipovolemia e choque.

Replacement: Substituição - substituição venosa de fluidos pode ser necessária para tratar déficits existentes ou perdas externas em andamento, geralmente dos tratos gastrointestinal ou urinário; por exemplo, em pacientes com gastroenterite ou cetoacidose diabética.

Reassessment – Reavaliação – frequente reavaliação da resposta dos pacientes e necessidade contínua a fluidoterapia intravenosa é essencial. Mas para esse tema, vamos em breve falar um pouco sobre monitorização não invasiva de fluido responsividade.

É importante lembrar que os cristalóides são bem diferentes com composições próprias quanto aos seus eletrólitos, pH e osmolaridade e com isso repercussões específicas. Isso pode fazer muita diferença nos doentes mais graves e responsivos a fluidos. E com a idéia de assertividade, devemos oferecer para o paciente aquilo que ele realmente precisa.

Acesse o estudo na íntegra pelo link https://www.nice.org.uk/guidance/cg174/chapter/1-Recommendations#resuscitation-2

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